
Se ligo a TV ao meio-dia, só vejo programas popularescos e apelativos explorando as classes miseráveis. Até cadáveres estão sendo mostrados ao vivo. O sensacionalismo está “à flor da tela”. Onde vamos parar? Quando estaciono meu carro em algum lugar, muitas vezes retorno para conferir se as portas estão bem fechadas. Insegurança até a última potência. Conheço várias pessoas que foram tomadas de assalto, eu mesma já fui vítima algumas vezes, mas graças a Deus sem maiores consequências. Houve um tempo em que era moda receber telefonemas (ao que consta, feitos de penitenciárias) para tentar extorquir dinheiro das pessoas com a falsa notícia de que um parente havia sido sequestrado. Na minha casa, quase meu pai caiu no golpe. A imprensa noticiou vários casos de pessoas que foram vítimas dessa extorsão.
Em todas as campanhas políticas, os candidatos colocam na pauta de seus projetos a melhoria da segurança pública, no entanto o que vivenciamos é a insegurança completa. E o que dizer? Enquanto o Congresso Nacional continuar parecendo um circo e as pessoas não exercerem os direitos que a democracia lhes permite, será difícil pôr fim à violência urbana. Mas eu gosto de meu país assim mesmo. Acredito que somos de um modo geral realmente um povo cordial. Boa parte dos brasileiros tem um espírito alegre e esperançoso inato. Como diz o chavão: “Sou brasileiro e não desisto nunca”. Nosso 7 de setembro vem aí. Dia da independência do Brasil. Independentes de Portugal, sim, mas dependentes de muitas outras coisas. Em várias cidades do Brasil as Forças Armadas vão desfilar pelas ruas. Alegres e retumbantes. Os bandidos do narcotráfico estão bem mais armados do que nossas Forças Armadas... E um soldado, quanto ganha mesmo? Psiu... Faz vergonha falar. Mas aí já é outro papo. Salve! Salve! Salve-se quem puder!
(Imagem: Google)
4 comentários:
sua ultima frase, diz tudo!!
"Salve! Salve! Salve-se quem puder!"
mesmo!!
Adréia.. adoro vc!!!
e to por dentro no twitter tbm hein!!rs
bjinhos!!=)
'Q belíssimas cenas de destruição, não teremos mais problemas, com a superpopulação...'
Às vezes parece q não é vantajoso fazer a coisa certa.
Andréa,
Somos cordiais. Mas bastante tolerantes com corrupções (ou condescendentes com coisas que achamos - muitos de nós- que "não é tão grave assim"; benesses indevidas, por exemplo).
Beijos,
Marcelo.
Clarinha - Obrigada pelas palavras. Vc sempre deixa este jardim mais florido.
João - Eu diria "muitas vezes"...
Marcelo - Seja bem-vindo. :-)
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