O decidir às vezes é trôpego. Bambeia, vacila, pende para um lado da corda, mas quando acontece, segue firme, de corpo ereto e olhar preciso. Às vezes, decidir dói, abala as estruturas, causa arrependimentos, outras vezes liberta, proporciona paz, alimenta certezas. Às vezes, tudo isso se embaralha. Contudo, para alguém que decidiu ser feliz, decidir, mesmo que doa, vale a pena.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Sobre a vida
Nas aulas de Ciências, a professora ensinava o ciclo da vida. Dizia que os seres vivos nascem, crescem, se reproduzem e morrem. Simples, direto e objetivo se não existissem grandes lacunas após cada vírgula que separa as fases do ciclo. Antes de crescer, preenchemos bastante a lacuna com o fervor da adolescência. Energia transbordando por todos os poros no meio de um horizonte de possibilidades e expectativas. Dúvidas, dores, descobertas. Quase nenhuma responsabilidade. Depois que se cresce até a reprodução, ah, que lacuna enorme... Como preenchê-la? Às vezes é melhor dar um salto e anular a fase da reprodução, afinal, para que deixar a alguém o legado de nossas misérias, diria Brás Cubas. Sou mais otimista que Cubas. E dizem que a vida é tão curta. E o mundo tão cão. Mas encarar as fases e preencher suas lacunas é que faz da vida viva.
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Reflexão
domingo, 24 de janeiro de 2010
Vale night
Baianinha que sou, no verão surgem os hits carnavalescos e as festas de verão aos montes p/ ir. Durvalino, meu rei inventou este ano o vale night. Canção bobinha, como quase todas são, mas com agito que empolga quem gosta (que isso fique claro, porque há quem deteste e com todo o direito). Eu gosto e ponto. Com exceção do que se chama de pagode e afins, que definitivamente não fazem o meu estilo. Não consigo entrar na energia de letras que dizem "vou te comer, vou te comer..." ou "todo enfiado, todo enfiado...", ou "rala a chana no chão", etc. e tal. Não entra, não desce, não dá. Pra mim, porque há quem goste. Mas voltando aos hits de carnaval, eu adoro Asa de Águia e na sexta passada peguei meu "vale night" e fui para o festival de verão. Por todos os lados adolescentes aos montes. Há um tempo eu não percebia isso, porque também era um deles, mas agora sinto a diferença muito nitidamente, mas há espaço para todos e isso é o bom da história. Todas as tribos têm seu lugar ao sol. Caetano deu um show, a galerinha teen não curte, mas ok, há espaço para todos. Nos palcos secundários só vi o finalzinho de Vânia Abreu, que deu um show a parte. Victor e Leo, lindinhos e carismáticos. Gosto muito. Amei! Uhu! Gritei! Fofos, mas não só fofos, cantam e tocam muito, canções românticas, as que mais gosto e ponto. Depois, Asa! Curti muito meu vale night!!!!! Daniela Mercury e Carlinhos Brown = show bem artístico, mas não vi todo, saí para abastecer a pança e namorar um pouquinho. huhuhuhuhu Quase uma adolescente! Então, a sirene anunciou a entrada de Charlie Brown Jr. Oh, céus! Tudo que meu love queria ver. Ok, ele já foi a muitos shows do Jota Quest p/ me fazer companhia. Vamos lá, afinal, era o aniversário dele... Ai, ai... os adolescentes foram à loucura, cantaram todos os hits e eu lá sentindo o fedor de maconha por todos os lados, recebendo empurrão toda hora, porque a diversão deles era abrir rodas de luta, enfim, não curto. Detesto. E ainda houve momentos em que o vocalista mandou a polícia se retirar e deixar os meninos sob seus cuidados e em seguida sugeriu que acendessem um baseado para iluminar a pista que estava com luz baixa. Ai, ai, "é Charlie, Brooooooooooown!" Não gostei, não gosto, mas... E meu love é mega eclético, porque gosta de João Bosco a Charlie Brown, passando por Belo e Calipso. Gosto não se discute. Restava ver A Zorra, mas já estava amanhecendo e já tínhamos virado abóbora. O saldo foi positivo. Curti muito meu vale night.
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Confissão
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Recusa
Recuso-me a dormir. Porque o sono é um momento de interrupção e odeio cortes. Quero ser contínua, viver ininterruptamente, incessantemente. O corpo cansa, mas a mente ferve. Não quero o sono, quero a vida. Quando durmo, tenho a sensação de que deixei algo inconcluso. Os pensamentos não querem desligar as luzes, mas o corpo não atende aos seus desejos. Se não durmo, o corpo reage. Precisamos dormir. Precisamos descansar para começar tudo de novo. Não é possível manter-se acordado o tempo inteiro. Tudo ao redor é efêmero, mas eu não quero ser, por isso essa recusa. Enquanto durmo, minha vida fica em suspenso como se alguém apertasse o botão de pause, mas eu não quero pausar nada, por isso me debato, por isso sonho, para manter a mente desperta, mesmo que inconscientemente.
Temos limites, mas o que quero é ser ininterruptamente contínua.
Temos limites, mas o que quero é ser ininterruptamente contínua.
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Ficção?
domingo, 3 de janeiro de 2010
Salve a natureza!
Alguns dias no Capão e vontade cada vez mais crescente de saudar e salvar a natureza. Comecei 2010 mais perto de Deus. Um brinde ao novo ano! Que seja de atitudes positivas.
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Confissão
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Qual a sua parte?
O que você tem feito para ajudar a preservar o meio ambiente? Ok, os discuros são bonitos, mas a verdade é que muitos sabem que os males existem, mas poucos, pouquíssimos agem em defesa da natureza. Qual a sua parte? Qual a sua contribuição? É sempre bom pensar nisso... Pensar e agir.
Sim, sou defensora do meio ambiente, embora não seja perfeita, ainda cometo alguns deslizes, mas, tenho colocado em prática algumas pequenas ações que se feitas por todos já daria mais alguns anos de vida ao planeta. Um exemplo dessas pequenas ações está na redução do uso de sacolas plásticas. É um ato simples, porém, pelo que tenho observado, poucas pessoas se importam com isso. Esses sacos plásticos demoram em torno de 500 anos para se decompor, são uma bomba atômica no meio ambiente, mas despertar essa consciência nas pessoas não parece ser tarefa fácil. Eu tenho algumas sacolas retornáveis e procuro usá-las o máximo possível, mas fico espantada com a surpresa dos vendedores quando digo que não precisa colocar os objetos nas sacolas plásticas que me oferecem. Alguns chegam a não aceitar a minha solicitação, insistem para que eu use a sacola e ainda me olham intrigados quando dispenso e coloco a mercadoria na bolsa ou em alguma outra sacola que já esteja em mãos, o que já aconteceu incontáveis vezes. Chega a ser engraçada a cara de surpresa que fazem. Às vezes, eu explico o motivo e eles riem, uns parabenizam, dizem que ninguém pensa nisso. Alguns estão alienados, acham que é frescura, papinho furado de ambientalista chata. O mais curioso é que em alguns estabelecimentos onde já ocorreram tais situações, há sacolas retornáveis à venda e campanha para redução do uso das plásticas, mas pelo visto esqueceram de fazer um trabalho educativo com os funcionários. No meu trabalho, existem lixeiras específicas para cada tipo de lixo e um programa louvável de reciclagem de materiais. Fico triste por não funcionar no meu setor de trabalho, porque além de nem todos agirem em favor do programa de reciclegem (vejo copinhos de café constantemente dentro de lixeiras destinadas a papel, por exemplo), os funcionários misturam todo o lixo quando o recolhem.
Foram apenas alguns exemplos de alguém que está um pouco cansada de agir solitariamente. Mas tenho fé de que conseguirei mais adeptos. Há alguns. Mas o planeta precisa de todos.
Sim, sou defensora do meio ambiente, embora não seja perfeita, ainda cometo alguns deslizes, mas, tenho colocado em prática algumas pequenas ações que se feitas por todos já daria mais alguns anos de vida ao planeta. Um exemplo dessas pequenas ações está na redução do uso de sacolas plásticas. É um ato simples, porém, pelo que tenho observado, poucas pessoas se importam com isso. Esses sacos plásticos demoram em torno de 500 anos para se decompor, são uma bomba atômica no meio ambiente, mas despertar essa consciência nas pessoas não parece ser tarefa fácil. Eu tenho algumas sacolas retornáveis e procuro usá-las o máximo possível, mas fico espantada com a surpresa dos vendedores quando digo que não precisa colocar os objetos nas sacolas plásticas que me oferecem. Alguns chegam a não aceitar a minha solicitação, insistem para que eu use a sacola e ainda me olham intrigados quando dispenso e coloco a mercadoria na bolsa ou em alguma outra sacola que já esteja em mãos, o que já aconteceu incontáveis vezes. Chega a ser engraçada a cara de surpresa que fazem. Às vezes, eu explico o motivo e eles riem, uns parabenizam, dizem que ninguém pensa nisso. Alguns estão alienados, acham que é frescura, papinho furado de ambientalista chata. O mais curioso é que em alguns estabelecimentos onde já ocorreram tais situações, há sacolas retornáveis à venda e campanha para redução do uso das plásticas, mas pelo visto esqueceram de fazer um trabalho educativo com os funcionários. No meu trabalho, existem lixeiras específicas para cada tipo de lixo e um programa louvável de reciclagem de materiais. Fico triste por não funcionar no meu setor de trabalho, porque além de nem todos agirem em favor do programa de reciclegem (vejo copinhos de café constantemente dentro de lixeiras destinadas a papel, por exemplo), os funcionários misturam todo o lixo quando o recolhem.
Foram apenas alguns exemplos de alguém que está um pouco cansada de agir solitariamente. Mas tenho fé de que conseguirei mais adeptos. Há alguns. Mas o planeta precisa de todos.
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Reflexão
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Mais uma mulher no espelho
Olhar para trás conforta a alma. A vaidade ainda existe, mas não é tão fácil encarar o espelho. A pele viçosa só nos retratos que carrega e exibe para mostrar que um dia foi jovem. Espelhos só engordam, só distorcem, só mancham, só maltratam. Necessidade de ser a outra, aquela que tinha o corpo esbelto e arrancava suspiros do sexo oposto. As filhas, que já são duas mulheres, têm o viço da juventude que ela tanto inveja. É uma inveja estranha, não queria sentir, parece cruel, mas sente, estranhamente sente. O armário pode estar repleto de roupas, mas não servem, já não caem bem em nenhuma circunstância. Em suas filhas, tudo encaixa. Os suspiros agora são delas. Precisa ouvir elogios, mas só quem ouve são elas. Sim, querida, esse vestido ficou perfeito, será a formanda mais linda da festa. Na filha, tudo cai bem, mas nela... O que vou vestir? Na formatura vou encontrar com toda a família, amigos, colegas. Deus, como queria ter ficado guardada no passado. Não é a roupa que não serve, minha amiga. São as pesadas marcas do tempo, esse “ser” inexorável.(Imagem: Google)
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Ficção
domingo, 6 de dezembro de 2009
Nova temporada
Voltei à "blogagem". Quase minhas flores secaram, mas já estou tratando de regá-las outra vez. Estava vamos dizer assim... na correria. Na verdade, sempre estou, mas há momentos que eu corro mais depressa. Agora, diminuí um pouco a velocidade. Desligar o botão, não consigo. No twitter, continuei a todo vapor. Ele exige menos caracteres de mim. I'm back again. Besitos!
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Confissão
A uma rainha
Coração em frangalhos e cenas repetidas. Fortaleza em abalo. Desafinos. Dureza no olhar. Flores ressecadas pelo tempo. Diálogos esparsos. Palavras vãs. Retratos distorcidos. Sorrisos convertidos em lágrimas. Dor ferina. Vaso partido com cacos colados. Muitas fissuras. Amor recolhido. Seu nome é Regina. Rainhas precisam de reis.
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Ficção
domingo, 15 de novembro de 2009
Aos leitores
Leitores que por aqui passam,
A "vida real" tem me ocupado bastante, o que tem me feito escrever pouco no blog. Além das tarefas diárias que cada vez aumentam à medida que o final do ano se aproxima, tenho decisões importantes a tomar, o que tem exigido bastante de mim a todo momento. Quando tudo estiver mais tranquilo, serei mais assídua por aqui e também na leitura dos blogs dos e-amigos, afinal, é assim que se constrói toda a graça. Os comentários são um sinal de que alguém compartilha conosco os nossos escritos. Prometo regar melhor as flores em breve.
:-)
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