Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Hoje trouxe Camões para florir meu blog. Este poema é a tradução perfeita do meu atual estado de espírito. E como tudo muda em uma velocidade muito intensa, amanhã outro poema poderá traduzir melhor meus ânimos.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
E tem aqueles dias
E tem aqueles dias em que você não quer pensar
E tem aqueles dias em que você quer voar de asa delta ou entrar num balão
E tem aqueles dias em que você quer plantar uma árvore e escrever um livro
E tem aqueles dias em que você quer ser super-herói
E tem aqueles dias em que você quer fazer uma nova amizade e contar seus segredos
E tem aqueles dias em que você quer ficar horas a fio embaixo do chuveiro
E tem aqueles dias em que você quer fazer uma receita de bolo de chocolate
E tem aqueles dias em que você só quer o chamego de quem ama
E tem aqueles dias em que você não sabe se deve continuar em uma estrada
Mas segue mesmo assim.
E tem aqueles dias em que você só quer dançar
E tem aqueles dias em que tudo que você quer é dormir em Londres e acordar em AtenasE tem aqueles dias em que você quer voar de asa delta ou entrar num balão
E tem aqueles dias em que você quer plantar uma árvore e escrever um livro
E tem aqueles dias em que você quer ser super-herói
E tem aqueles dias em que você quer fazer uma nova amizade e contar seus segredos
E tem aqueles dias em que você quer ficar horas a fio embaixo do chuveiro
E tem aqueles dias em que você quer fazer uma receita de bolo de chocolate
E tem aqueles dias em que você só quer o chamego de quem ama
E tem aqueles dias em que você não sabe se deve continuar em uma estrada
Mas segue mesmo assim.
domingo, 22 de agosto de 2010
Descalça
Indisposição mental. Cansaço. A verdade é que gostaria de encontrar mais qualidade de vida. O trabalho tem sido chato. Sem muitas inovações. Mesmice me incomoda. Gosto de mudanças. Rotina é um porre. Escrever aqui não é mais a mesma coisa há muito tempo. Tentei escrever sobre blogs, mas as atribuições rotineiras do trabalho me absorveram. Apertei o stop. Delineei novo rumo a minha vida saindo da casa de meus pais. Estou em fase de transição. Sei onde quero chegar, mas os meios para alcançar estão um pouco turvos. Ainda. Em sonhos, Deus sempre me envia sinais. Alguns consigo interpretar, outros permanecem em mistério. Livros e filmes acumulados. Leituras inconclusas. Algumas pessoas intragáveis com quem tenho que lidar. Não combino com este mundo. Não mesmo. Queria poder colocar uma mochila nas costas e sair pelo mundo afora sem rumo definido. Ainda serei mochileira na Europa, mesmo que seja apenas como turista curtindo as férias suadas para conquistar. Dias melhores, dias diferentes, dias mais vibrantes. Cuidar do meu novo lar tem sido bom. É indescritível a sensação de escolher os móveis, a cor das paredes. Os gastos são muitos, mas a razão é válida. Estava de férias e volto ao trabalho esta semana com vontade de prolongar o período de ausência por lá. A verdade é que o que faço não me seduz. Sinto muita falta de muito. Mas procuro fazer tudo da melhor forma possível. É o meu dever. Gostaria de aliar o dever ao prazer. Às vezes me sinto mal agradecida por não me sentir satisfeita profissionalmente. Mas o que posso fazer se sinto? Não que abomine tudo que faço. Há coisas que me proporcionam satisfação sim, mas a burocracia, a rotina, os jogos de vaidade sugam minhas energias. Se a felicidade não fosse o lema de minha vida, talvez não aguentasse a pressão. Ando sensível e com a mente extremamente inquieta. Odeio acomodação. Acho que tenho andado bastante descalça por aqui. Boa noite.quinta-feira, 22 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
30
30 anos batendo à porta. Sempre ouvi falar da crise dos 30. Fui premiada, escapei ilesa, ou quase. Vivenciei a crise dos 25 e o retorno de Saturno, mas aos quase 30, meu compromisso é com a felicidade e apenas isso. Ou tudo isso. E nesse passar de anos, descobri que a crise é um construto social. São os outros que nos cobram sempre. E são vários os tipos de cobrança, mas aos 30, há duas que não cessam: casamento e filhos. Em outros tempos, talvez realmente entrasse em crise, mas à beira dos 30, não há espaço para pressões e cobranças. Sou livre, uma fruta fresca, que sabe exatamente o que quer da vida e luta para alcançar seus objetivos. “Já está na hora”. Ouço tanto isso. Certo dia, ouvi um diálogo entre duas colegas de trabalho: “Já está na hora de encomendar o bebê.” “Não estamos pensando em filhos agora.” “Então pra que casou?” “Eu casei para ser feliz”. Xeque-mate.
Tudo ao seu tempo. Já está mesmo na hora, mas de liberar a mente e ser feliz!
Tudo ao seu tempo. Já está mesmo na hora, mas de liberar a mente e ser feliz!
segunda-feira, 5 de julho de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
Mudança
Play. Que tal escrever hoje no blog? Entrei e mudei sua aparência. Roupa nova para você, meu filho. Porque a fase do retorno de Saturno está indo embora. Mexi no seu guarda-roupas e cá também estou a mexer no meu. Começo, enfim, a fazer as malas e a virar borboleta. O casulo já estava inchado. Estorou. Começo a voar. Livre. E agora não sei mais como colocar as palavras aqui justificadas. Alinhe-se à esquerda, porque às vezes é bom subverter a ordem.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
O outro
O outro é o outro. Não adianta pensar que esse outro pode ser um igual, porque a diferença é que faz dele outro e isso é imutável. É uma sentença derradeira sem direito a recorrer a outras instâncias. A decepção acompanha bem de perto aqueles que esperam do outro, embora também dessa relação possam surgir gratas surpresas. Mas não se engane. Indubitavelmente ele sempre será o outro, por mais próximo que esteja de você. Por vezes pode parecer um fantasma, assustadoramente a sua volta. É quando ele mais se aproxima que o vemos nitidamente como outro, porque a distância embaça a visão, distorce a imagem e o outro pode parecer com um igual. Mas a sentença já foi decretada. Todos, sem exceção, são diferentes, por isso mesmo são o outro. Não é novidade, mas é sempre bom reafirmar para não se iludir.
P.S.: Apertei o play, pelo menos por hoje...
sábado, 13 de março de 2010
Pause ou Stop
Após escrever este post, apertarei o botão de pause no blog. Até que durou bastante, mas agora vou cuidar de outros jardins. Se for o caso, voltarei para fazer um reflorescimento por aqui. Caso contrário, talvez esta postagem seja um stop.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
À mestra, com carinho
Estudar blogs, mais precisamente blogs e literatura. Limites entre ficção e confissão. Ideia que abracei por um tempo, mas que começou a me sufocar. Não o tema, nem a ideia de estudar sobre isso, mas outros fatores que gritavam dentro de mim mais urgentes. Se for para fazer mal-feito, prefiro não fazer. Interrompi o projeto. Perdi até mesmo um pouco do interesse inicial. Decidi cuidar mais de mim, soltar algumas amarras, investir em projetos que estavam adormecidos. Não foi fácil, não mesmo. Sinto, muitíssimo, mas ouvi meu coração e minha razão. Ambos estavam em comum acordo. As dúvidas cessaram. Não vale a pena empurrar coisas com a barriga. À Eliana Mara Chiossi, minhas desculpas por ter interrompido o projeto e meus sinceros agradecimentos pelo apoio. Eliana, você é um biscoito fino.
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