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sexta-feira, 2 de abril de 2010

O outro

O outro é o outro. Não adianta pensar que esse outro pode ser um igual, porque a diferença é que faz dele outro e isso é imutável. É uma sentença derradeira sem direito a recorrer a outras instâncias. A decepção acompanha bem de perto aqueles que esperam do outro, embora também dessa relação possam surgir gratas surpresas. Mas não se engane. Indubitavelmente ele sempre será o outro, por mais próximo que esteja de você. Por vezes pode parecer um fantasma, assustadoramente a sua volta. É quando ele mais se aproxima que o vemos nitidamente como outro, porque a distância embaça a visão, distorce a imagem e o outro pode parecer com um igual. Mas a sentença já foi decretada. Todos, sem exceção, são diferentes, por isso mesmo são o outro. Não é novidade, mas é sempre bom reafirmar para não se iludir.
P.S.: Apertei o play, pelo menos por hoje...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sobre a vida


Nas aulas de Ciências, a professora ensinava o ciclo da vida. Dizia que os seres vivos nascem, crescem, se reproduzem e morrem. Simples, direto e objetivo se não existissem grandes lacunas após cada vírgula que separa as fases do ciclo. Antes de crescer, preenchemos bastante a lacuna com o fervor da adolescência. Energia transbordando por todos os poros no meio de um horizonte de possibilidades e expectativas. Dúvidas, dores, descobertas. Quase nenhuma responsabilidade. Depois que se cresce até a reprodução, ah, que lacuna enorme... Como preenchê-la? Às vezes é melhor dar um salto e anular a fase da reprodução, afinal, para que deixar a alguém o legado de nossas misérias, diria Brás Cubas. Sou mais otimista que Cubas. E dizem que a vida é tão curta. E o mundo tão cão. Mas encarar as fases e preencher suas lacunas é que faz da vida viva.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Qual a sua parte?

O que você tem feito para ajudar a preservar o meio ambiente? Ok, os discursos são bonitos, mas a verdade é que muitos sabem que os males existem, mas poucos, pouquíssimos agem em defesa da natureza. Qual a sua parte? Qual a sua contribuição? É sempre bom pensar nisso... Pensar e agir.

Sim, sou defensora do meio ambiente, embora não seja perfeita, ainda cometo alguns deslizes, mas, tenho colocado em prática algumas pequenas ações que se feitas por todos já daria mais alguns anos de vida ao planeta. Um exemplo dessas pequenas ações está na redução do uso de sacolas plásticas. É um ato simples, porém, pelo que tenho observado, poucas pessoas se importam com isso. Esses sacos plásticos demoram em torno de 500 anos para se decompor, são uma bomba atômica no meio ambiente, mas despertar essa consciência nas pessoas não parece ser tarefa fácil. Eu tenho algumas sacolas retornáveis e procuro usá-las o máximo possível, mas fico espantada com a surpresa dos vendedores quando digo que não precisa colocar os objetos nas sacolas plásticas que me oferecem. Alguns chegam a não aceitar a minha solicitação, insistem para que eu use a sacola e ainda me olham intrigados quando dispenso e coloco a mercadoria na bolsa ou em alguma outra sacola que já esteja em mãos, o que já aconteceu incontáveis vezes. Chega a ser engraçada a cara de surpresa que fazem. Às vezes, eu explico o motivo e eles riem, uns parabenizam, dizem que ninguém pensa nisso. Alguns estão alienados, acham que é frescura, papinho furado de ambientalista chata. O mais curioso é que em alguns estabelecimentos onde já ocorreram tais situações, há sacolas retornáveis à venda e campanha para redução do uso das plásticas, mas pelo visto esqueceram de fazer um trabalho educativo com os funcionários. No meu trabalho, existem lixeiras específicas para cada tipo de lixo e um programa louvável de reciclagem de materiais. Fico triste por não funcionar no meu setor de trabalho, porque além de nem todos agirem em favor do programa de reciclegem (vejo copinhos de café constantemente dentro de lixeiras destinadas a papel, por exemplo), os funcionários misturam todo o lixo quando o recolhem.

Foram apenas alguns exemplos de alguém que está um pouco cansada de agir solitariamente. Mas tenho fé de que conseguirei mais adeptos. Há alguns. Mas o planeta precisa de todos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Mulheres

Mulheres já foram mudas, mas quando conseguiram tirar a mordaça da boca e o cinto de castidade das pernas, vestiram calças e foram à luta. Depois disso, os homens parecem mais fracos, mais lentos, menos espertos, enquanto as mulheres avançam com uma força inabalável. A teoria do sexo frágil caiu por terra ou mudou de lado. O movimento feminista ganhou a causa. Hoje, mulheres são arrimo de família. Mas a intenção, suponho, era que os homens acompanhassem o ritmo. Na velha frase que diz Atrás de um grande homem existe sempre uma grande mulher, o “atrás” já perdeu terreno faz tempo e em seu lugar foi colocado “ao lado”. Talvez a intenção divina ao criar o homem e a mulher tenha sido essa, de seguirem lado a lado. A sociedade mudou o desígnio. Há religiões, pautadas em escritos bíblicos, que afirmam a supremacia do homem perante a mulher, que deve se manter obediente ao seu marido. Corta essa! Faz-me rir. Não acredito que Deus pense assim.

Mil desculpas aos homens, mas fiquem espertos porque as mulheres estão com tudo e não estão prosa. E muitas andam a circular não mais atrás nem ao lado, mas à frente, reinando absolutas. Penso que seria melhor uma certa equidade. Tomar a frente de tudo às vezes cansa.

(Imagem: Google)

domingo, 23 de agosto de 2009

“Ó, pátria amada, idolatrada, salve! salve!”

Dizem que o Brasil, apesar de suas mazelas, é um país abençoado por não ter guerras, furacões, terremotos, e por ainda ter uma natureza exuberante, apesar de toda a devastação que já sofreu. Eu me pergunto algumas vezes se realmente não existem guerras aqui. Vivenciamos furacões de violência, que tem crescido assustadoramente. Eu ando na rua sempre em alerta, segurando firma a bolsa. Tomo vários sustos quando pessoas passam de moto ou bicicleta perto de mim, pois sempre tenho a sensação de que vão tentar me assaltar. Meus passos são sempre acelerados. Quando estou dirigindo, a situação não muda muito. Continuo temendo as motos. Duas colegas recentemente presenciaram um assalto no trânsito cada vez mais engarrafado de Salvador, onde moro. Dois motoqueiros sacaram suas armas, renderam os passageiros de um carro e foram embora tranquilamente. Um dia desses, a polícia ameaçou fazer uma greve reivindicando melhores condições de trabalho e de salário. Os policias estão errados ou certos? Lembro-me de uma vez que fizeram greve há alguns anos e o caos se instalou na cidade. As pessoas se preveniam trancando-se em casa. Várias lojas foram saqueadas pelo povo que aproveitou a greve para roubar o que não podiam comprar.

Se ligo a TV ao meio-dia, só vejo programas popularescos e apelativos explorando as classes miseráveis. Até cadáveres estão sendo mostrados ao vivo. O sensacionalismo está “à flor da tela”. Onde vamos parar? Quando estaciono meu carro em algum lugar, muitas vezes retorno para conferir se as portas estão bem fechadas. Insegurança até a última potência. Conheço várias pessoas que foram tomadas de assalto, eu mesma já fui vítima algumas vezes, mas graças a Deus sem maiores consequências. Houve um tempo em que era moda receber telefonemas (ao que consta, feitos de penitenciárias) para tentar extorquir dinheiro das pessoas com a falsa notícia de que um parente havia sido sequestrado. Na minha casa, quase meu pai caiu no golpe. A imprensa noticiou vários casos de pessoas que foram vítimas dessa extorsão.

Em todas as campanhas políticas, os candidatos colocam na pauta de seus projetos a melhoria da segurança pública, no entanto o que vivenciamos é a insegurança completa. E o que dizer? Enquanto o Congresso Nacional continuar parecendo um circo e as pessoas não exercerem os direitos que a democracia lhes permite, será difícil pôr fim à violência urbana. Mas eu gosto de meu país assim mesmo. Acredito que somos de um modo geral realmente um povo cordial. Boa parte dos brasileiros tem um espírito alegre e esperançoso inato. Como diz o chavão: “Sou brasileiro e não desisto nunca”. Nosso 7 de setembro vem aí. Dia da independência do Brasil. Independentes de Portugal, sim, mas dependentes de muitas outras coisas. Em várias cidades do Brasil as Forças Armadas vão desfilar pelas ruas. Alegres e retumbantes. Os bandidos do narcotráfico estão bem mais armados do que nossas Forças Armadas... E um soldado, quanto ganha mesmo? Psiu... Faz vergonha falar. Mas aí já é outro papo. Salve! Salve! Salve-se quem puder!

(Imagem: Google)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Fuga

Hora de apagar as luzes, fechar as janelas e as cortinas. Despedir-se do dia para dar chance ao nascer de outro. Silêncio fora e balbúrdia dentro. Momento de sonhar, de entregar-se a Morfeu, poder ser quem quiser, onde quiser, com quem quiser. Passear descalço na grama úmida do orvalho. Mergulhar no oceano e nadar com golfinhos, voar de asa-delta, atirar-se do vigésimo andar e voar, livre, para longe. Para onde ninguém saiba quem você é, para onde não seja possível fazerem perguntas para respostas que você não tem ou não quer dar. Você dorme e as estrelas vigiam seu sono, que nem sempre é tranquilo. Você costuma sonhar que alguém te persegue e quer lhe fazer algum mal e você foge. Costuma subir escadas, andar em labirintos, adentrar a relva e se esconder do perigo. Você sempre consegue escapar, mesmo quando o perigo está iminente. E quando a lua cede lugar ao sol, você se despede de Morfeu e volta ao mundo físico. A realidade o espera, mas não fuja mais. Sua vida parece uma eterna fuga e você nem sabe de que tanto foge. Precisa aprender a acender as luzes, escancarar portas e janelas, olhar ao redor e ser feliz.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Sobre baratas e borboletas

A personagem de Clarice Lispector comeu uma barata em A paixão segundo G.H. A de Kafka virou uma ou um inseto muito parecido em A metamorfose. E você? Será preciso comer ou se tornar uma barata para entender um pouco melhor sua vida, sua existência?

Eu prefiro virar uma borboleta com asas bem coloridas. Comer a massa deseja de uma barata? Nem pensar. Só se for morango com chocolate. Essa é a minha melhor terapia. Assim, a vida fica mais doce.

(Imagem: Google)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Por quê?

Por que escrevemos blogs? Por que lemos blogs? O que traz você à minha página? O que me leva à sua? O blog é uma forma de se fazer existir no mundo? E se ninguém ler este post? Quantas pessoas leem que eu nem conheço, entram, leem e vão embora. Quantos blogs eu acesso e também não digo nada. Leio e vou embora. A alguns eu retorno, outros nunca mais vejo, em alguns eu comento. Por quê? Criei vício com o twitter agora. Uma amiga disse que parece um pinto que pia em nossa cabeça twit, twit, twit. E parece mesmo. É um depósito de pensamentos, talvez... Por que será que essas coisas são tão atrativas? Por que estou aqui escrevendo sobre isso, fazendo metalinguagem? Quando viajo, não sinto falta de nada disso. Por quê? Vá entender...

sábado, 4 de julho de 2009

Ainda sobre Michael Jackson

É no mínimo curioso ver como as pessoas geralmente só são reconhecidas depois da morte. Por que nunca renderam tantas homenagens a Michael Jackson em vida? Me refiro aqui à mídia e à sociedade em geral, porque seus fãs sempre lhe renderam muitas homenagens. Sempre as notícias que via a respeito de MJ giravam em torno do que se chamava de esquisitices e bizarrices. Seus últimos álbuns ao que me conta foram excessivamente criticados pela mídia. Os shows que aconteceriam em Londres, algo me diz que seriam amplamente desvalorizados pela crítica dita especializada. Não posso afirmar que seria asssim, mas desconfiava disso. A vida pessoal de MJ incomodava demais a muita gente e muitos tentaram com isso ofuscar o brinlhantismo de sua obra. Hoje, esses mesmos que tanto o julgaram e condenaram, lhe rendem inúmeras homenagens e passam a endeusar o artista. Como de repente MJ virou santo? Só agora reconhecem que teve uma infância sofrida, só agora procuram entendê-lo? Mas ele não era o pedófilo? Agora aceitam que ele era um Peter Pan? Curiosíssimo. E a mudança de cor? Agora concordam que tenha sido vitiligo? Mas não era ele que queria negar a raça? Quanta hipocrisia. Quem sou eu para afirmar que tudo que divulgaram sobre ele era falso ou verdadeiro... Eu também não sei ao certo o que de verdade havia em tantas notícias a respeito da vida de MJ. Mas sempre senti que ele era uma pessoa boa, independentemente de qualquer coisa que divulgassem sobre sua vida. Não acredito que tenha feito mal a qualquer criança. A sociedade o julgou em vários momentos. Também disseram que ele era gay. E se fosse? E daí? Em que isso interfere na vida de alguém ou na obra desse grande artista? Condenado pela sociedade e pela mídia, hoje enaltecido por elas. Talvez, se lhe tivessem rendido tantas homenagens e reconhecimento, como fazem hoje, em vida, ele não tivesse ido embora tão cedo.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

13 de maio

“O 13 de Maio tirou-lhe das mãos o azorrague, mas não lhe tirou da alma a gana.” (Monteiro Lobato, no conto Negrinha)

Dia da abolição da escravatura ou dia do começo das violências veladas?

Que Deus permita um dia que o mundo se dispa de toda e qualquer forma de racismo. Que a humanidade se permita uma junção de cores e construa uma bela aquarela, com respeito às crenças, costumes e valores.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Quem dera...

Quem dera a chuva servisse apenas para aproximar casais em um abraço e um beijo caloroso, dividindo um pequeno espaço de proteção embaixo de um guarda-chuva. Quem dera essa mesma chuva servisse apenas para acolher o corpo de quem se ama embaixo do cobertor. Um resguardando o outro em seu ninho. Quem dera a chuva servisse apenas para irrigar a vida de mais vida. Quem dera a chuva fosse mais motivo de alegria do que de caos. Quem dera...
Oh! chuva
Eu peço que caia devagar
Só molhe esse povo de alegria
Para nunca mais chorar.

(Trecho em itálico - Composiçao: Luís Carlinhos / Intérprete: Falamansa)
(Imagem: Google)

domingo, 3 de maio de 2009

Acalanto

Escrever é uma arte que existe para acalantar o coração e as ideias.

O retorno de Saturno

28 anos, quase 29, batendo à porta dos 30. Descobri recentemente em conversa com uma colega de trabalho que para os astrólogos, nesse período da vida, vivemos o retorno de Saturno. Encontrei um texto interessante sobre o assunto. Colei abaixo para quem se interessar:

Entre os 28 e 30 anos de idade, ocorre o primeiro retorno de Saturno, ou seja, o planeta em trânsito se posicionará no mesmo local em que ele estava no momento de nascimento da pessoa e iniciará uma nova volta em torno do zodíaco.

Novamente, como em todo trânsito de Saturno, ocorre um doloroso rito de passagem, envolvendo responsabilidades, desta vez maiores do que nunca. A partir deste período, muitas coisas que antes eram parte de uma gama de opções se tornam definitivas. É o momento de determinar o que vai dar impulso aos próximos 28 anos e tudo o que é decidido tem sua repercussão e conseqüência.

Este período representa também o fechamento sobre todo o passado de dependência familiar, uma liberação final de tudo que ligava às servidões da infância e da adolescência, uma aquisição definitiva de autonomia. É o ponto final do caminho de relaxamento de responsabilidades dos pais sobre os filhos.

Aos 28 anos, as pessoas começam a se preparar para inverter os papéis. Nesta época, surge a necessidade crescente de se fundar um lar, ter filhos, educá-los e progredir profissionalmente. É a chegada definitiva da certeza da sua responsabilidade em relação aos outros, em que se procura gerar confiança em que os cerca e se começa a pensar seriamente no futuro. É o primeiro contato com a sensação de que o tempo passa e que a velhice não tarda a chegar, por isso a intensificação das cobranças internas. Não é mais tempo para ilusões e sim para definições.

Nesta época, as pessoas começam a adquirir um senso de responsabilidade não apenas para si próprias, mas também para aqueles que a cercam. Começa-se a perceber que as suas decisões terão influência na vida daqueles que amam. Agora, e cada vez mais, são os pais que passam a ser seus dependentes, o que aguça o sentido de cumprir sem falhas a sua missão, que é uma tarefa solitária e de extrema importância para toda a família. Mas, ao mesmo tempo, Saturno que é sempre associado a processos de diferenciação, individualização e separatividade, leva os indivíduos a procurarem dar a seus filhos uma educação diferente da que receberam. Paradoxalmente, com a nova aproximação dos pais, as pessoas se deparam tomando decisões surpreendentemente parecidas às deles.

As pessoas que ainda não se definiram na vida passam a se sentir muito angustiadas, porque o fantasma do fracasso começa a ameaçar. Freqüentemente, aos 28 anos as pessoas retomam os estudos, procuram caminhos profissionais definitivos e não mais bicos e trabalhos esporádicos. A crise provocada por Saturno sempre é complicada, já que mexe com assuntos como o tempo e a idade, fracasso, frustração ou sucesso. Todos estes aspectos são muito angustiantes porque abalam a auto estima de cada um.

O ciclo dos 28 anos de Saturno é completado quando se pode tomar nas mãos com segurança as rédeas e o controle da própria existência. Desligar-se do passado para apenas conservar dele as bases mais sólidas sobre as quais deve ser projetado e construído o futuro.

(Trecho da apostila "Ciclos Planetários", da astróloga carioca Márcia Mattos)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Prisões consentidas

Liga. Senha, navega, navega, navega, chat, e-mail, blog, flog, netlog, webcam, msn, skype, orkut, myspace, facebook, hi5, navega, navega, navega. Desliga. Pessoas presas em um mundo virtual.

Concreto, mais alto, mais alto, mais alto. Salão de festas, playground, parque infantil, quadra poliesportiva, academia, piscina, espaço gourmet, quiosque, salão de jogos, espaço de convivência, cerca elétrica, vigilância 24 horas. Pessoas presas em um mundo real ou quase real...

Hora de cultivar mais flores. Reunir pessoas em torno de um jardim. Pessoas livres.