terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Natal


No Natal, o menino pediu pão.
Não dei.
No lixo, ele fez sua ceia.

Não sei o que dizer

Entrei e saí do blog várias vezes hoje. Quero escrever algo, mas não sei o que dizer. As palavras estão turvas em minhas ideias. Não sei ao certo o que as deixam assim. No final, largo aqui o que me vem à mente, à toa. Tenho tanto a fazer ainda e me falta vontade. Preciso ser sábia para administrar melhor o tempo. Este ano está indo embora. Não sei o que o futuro me reserva. Ninguém sabe. O futuro a Deus pertence, não é? Espero que sejam alegrias. Os sentimentos oscilam demais, às vezes. A alma permanece inquieta. Eterno carma em minha vida. Há momentos em que os sentimentos se acalmam, viram águas tranquilas, mas vem uma maré forte e os abalam novamente. Quero mais. Não sei exatamente o quê, e sabe Deus se um dia terei alguma resposta, só sei que quero.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Tirando o pó

Quanto pó sobre os móveis. Precisa de uma flanela e de um bom espanador. As flores estão com as folhas secas. Bem sequinhas. Precisam de um regador. Solitária esta casa. Poucas vozes, ou quase nenhuma. Silêncio demais por aqui. Mas do lado de cá, há muitas vozes e alguns silêncios. No entremeio, uma casa que se constrói. Um novo lar, no qual nenhuma poeira habita. Cá, existe paz no coração. Abra as janelas, para o vento passar.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.


O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.


E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

 
Hoje trouxe Camões para florir meu blog. Este poema é a tradução perfeita do meu atual estado de espírito. E como tudo muda em uma velocidade muito intensa, amanhã outro poema poderá traduzir melhor meus ânimos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

E tem aqueles dias

E tem aqueles dias em que você não quer pensar
E tem aqueles dias em que você só quer dançar
E tem aqueles dias em que tudo que você quer é dormir em Londres e acordar em Atenas
E tem aqueles dias em que você quer voar de asa delta ou entrar num balão
E tem aqueles dias em que você quer plantar uma árvore e escrever um livro
E tem aqueles dias em que você quer ser super-herói
E tem aqueles dias em que você quer fazer uma nova amizade e contar seus segredos
E tem aqueles dias em que você quer ficar horas a fio embaixo do chuveiro
E tem aqueles dias em que você quer fazer uma receita de bolo de chocolate
E tem aqueles dias em que você só quer o chamego de quem ama
E tem aqueles dias em que você não sabe se deve continuar em uma estrada
Mas segue mesmo assim.

domingo, 22 de agosto de 2010

Descalça

Indisposição mental. Cansaço. A verdade é que gostaria de encontrar mais qualidade de vida. O trabalho tem sido chato. Sem muitas inovações. Mesmice me incomoda. Gosto de mudanças. Rotina é um porre. Escrever aqui não é mais a mesma coisa há muito tempo. Tentei escrever sobre blogs, mas as atribuições rotineiras do trabalho me absorveram. Apertei o stop. Delineei novo rumo a minha vida saindo da casa de meus pais. Estou em fase de transição. Sei onde quero chegar, mas os meios para alcançar estão um pouco turvos. Ainda. Em sonhos, Deus sempre me envia sinais. Alguns consigo interpretar, outros permanecem em mistério. Livros e filmes acumulados. Leituras inconclusas. Algumas pessoas intragáveis com quem tenho que lidar. Não combino com este mundo. Não mesmo. Queria poder colocar uma mochila nas costas e sair pelo mundo afora sem rumo definido. Ainda serei mochileira na Europa, mesmo que seja apenas como turista curtindo as férias suadas para conquistar. Dias melhores, dias diferentes, dias mais vibrantes. Cuidar do meu novo lar tem sido bom. É indescritível a sensação de escolher os móveis, a cor das paredes. Os gastos são muitos, mas a razão é válida. Estava de férias e volto ao trabalho esta semana com vontade de prolongar o período de ausência por lá. A verdade é que o que faço não me seduz. Sinto muita falta de muito. Mas procuro fazer tudo da melhor forma possível. É o meu dever. Gostaria de aliar o dever ao prazer. Às vezes me sinto mal agradecida por não me sentir satisfeita profissionalmente. Mas o que posso fazer se sinto? Não que abomine tudo que faço. Há coisas que me proporcionam satisfação sim, mas a burocracia, a rotina, os jogos de vaidade sugam minhas energias. Se a felicidade não fosse o lema de minha vida, talvez não aguentasse a pressão. Ando sensível e com a mente extremamente inquieta. Odeio acomodação. Acho que tenho andado bastante descalça por aqui. Boa noite.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sem título


O preto e o branco.

Cores extremas ou ausência de cor?

Várias nuances desfilam entre esses dois tons.

O início e o fim.

Ao nascer, o branco, a luz, o abrir.

Ao morrer, o preto, o escuro, o eterno dormir.

O céu e o inferno.

Quem há de descobrir?

domingo, 11 de julho de 2010

30

30 anos batendo à porta. Sempre ouvi falar da crise dos 30. Fui premiada, escapei ilesa, ou quase. Vivenciei a crise dos 25 e o retorno de Saturno, mas aos quase 30, meu compromisso é com a felicidade e apenas isso. Ou tudo isso. E nesse passar de anos, descobri que a crise é um construto social. São os outros que nos cobram sempre. E são vários os tipos de cobrança, mas aos 30, há duas que não cessam: casamento e filhos. Em outros tempos, talvez realmente entrasse em crise, mas à beira dos 30, não há espaço para pressões e cobranças. Sou livre, uma fruta fresca, que sabe exatamente o que quer da vida e luta para alcançar seus objetivos. “Já está na hora”. Ouço tanto isso. Certo dia, ouvi um diálogo entre duas colegas de trabalho: “Já está na hora de encomendar o bebê.” “Não estamos pensando em filhos agora.” “Então pra que casou?” “Eu casei para ser feliz”. Xeque-mate.

Tudo ao seu tempo. Já está mesmo na hora, mas de liberar a mente e ser feliz!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Flor madura


Quanto mais se amadurece,

mais se percebe quanto tempo se perde

com o que não se deve.

domingo, 4 de julho de 2010

Mudança

Play. Que tal escrever hoje no blog? Entrei e mudei sua aparência. Roupa nova para você, meu filho. Porque a fase do retorno de Saturno está indo embora. Mexi no seu guarda-roupas e cá também estou a mexer no meu. Começo, enfim, a fazer as malas e a virar borboleta. O casulo já estava inchado. Estorou. Começo a voar. Livre. E agora não sei mais como colocar as palavras aqui justificadas. Alinhe-se à esquerda, porque às vezes é bom subverter a ordem.